Carreira

QUAL A MANEIRA DE ESCOLHER UMA PROFISSÃO?

Pessoas de todas as idades estão preocupadas com o seu futuro profissional e buscam diferentes caminhos, a procura de ampliarem seus conhecimentos e melhorarem suas chances no mercado de trabalho.

No entanto, em nosso país, os caminhos de formação e qualificação profissional não são lineares e é preciso esforço e dedicação no momento de escolher uma profissão. Investir em capacitação, aperfeiçoamento, especialização e atualização é importante, mas buscar conhecimento e entendimento de como fazer essa escolha é de suma importância.

Estamos em pleno século XXI e vivemos mudanças constantes e velozes, em meio a esse cenário o mercado profissional também sofre alterações: novas profissões são criadas e as tradicionais acabam não sendo mais tão atrativas.

Se você está prestes a fazer vestibular ou deseja mudar de carreira e profissão é importante se atualizar quanto ao mercado e as novas possibilidades.

Quando pensamos em futuro pensamos em “inovação” e imediatamente o que passa pela nossa cabeça é algo criativo e que te faz ter uma perspectiva diferente sobre algum ponto específico. No século XXI, algumas das áreas que mais se desenvolvem de acordo com um guia publicado pelo CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola – são as de:

  • Tecnologia;
  • Comunicação;
  • Beleza e Estética;
  • Logística;
  • Saúde;
  • Petróleo e Gás, entre outras.

Hoje, temos uma vasta área de atuação profissional, desde as mais tradicionais que já estão sendo reinventadas com a ajuda da tecnologia e da inteligência artificial, tais como: medicina, engenharia, advocacia e ensino, mas também, as mais inovadoras como: engenharia de reciclagem de dados, aconselhamento de reabilitação para cibercriminosos juvenis, análise de mídias digitais, desenvolvimento de sistemas, “Business Partner” até treinamento de Empatia.

Atualmente, com essa mudança global no cenário das profissões é importante que estejamos preparados no momento da escolha ou da mudança em nossa área profissional, e aqui vão algumas dicas de como se preparar para esse momento, e vou trabalhar com quatro áreas que para mim são a base, o ponto crucial para uma tomada de decisão mais assertiva, não que você não vá errar ou se arrepender no futuro, mas com certeza trabalhar essas áreas vai te deixar muito mais habilidoso, decidido, competitivo e conhecedor de si e terá sucesso na área que escolher:

Autoconhecimento:

Eu costumo dizer que esse é o segredo para o sucesso. Pense nos grandes líderes e empresários, ou em  pessoas de sucesso que você admira. Com certeza, se você perguntar quem elas são, o que gostam e o porquê dos seus respectivos êxitos, a resposta estará na ponta da língua.

Nessa minha jornada, como psicóloga, Coach de carreira e gestora de RH, me deparo frequentemente com a dificuldade das pessoas em falarem sobre si. Elas estão conectadas a tudo e a todos, menos a si próprias. E isso é um problema porque perde-se a sua identidade, a sua verdadeira essência. Dito isso, a dica aqui é: conecte a si mesmo, descubra as suas forças e identifique seus pontos de melhorias.

E para ajudar nessa construção de identidade, seguem algumas perguntas que você deve responder:

Quem eu sou? O que gosto de fazer? O que eu faço bem? Quais as coisas que são importantes para mim? O que eu não faria em hipótese alguma? Quais os pontos em mim que me incomodam? O que no meu comportamento preciso mudar?

Siga esse roteiro, responda essas perguntas, desenhe o seu “EU” e em seguida, de coração aberto, sem preconceitos, converse com pessoas da sua confiança e que conheçam você realmente, e que lhe façam as mesmas perguntas. Nesse momento, ouça-as, analise, faça perguntas se necessário para clarificar suas dúvidas e para validar a sua construção inicial. Esse exercício te ajudará a entender se você está sendo congruente, ou seja, se quem você pensa ser é a mesma pessoa no discurso e na prática.

Valores:

Um valor é uma convicção ou atitude que lhe servirá de guia na vida. Todos nós possuímos valores e eles irão de toda forma, dirigir nossa vida. Eles foram construídos ao longo da nossa existência e muitos deles são herdados da família, religião, sociedade. Com o passar dos anos, alguns valores legados por nossa família, por exemplo, não fazem mais sentido, não são mais úteis para nós. Com a maturidade, precisamos mudar e criar nossa própria identidade. Às vezes, precisamos nos manter fiéis aos nossos verdadeiros valores, a nossa essência, visto que, são componentes de uma firme noção de autovalorização. Os seus valores são únicos e pessoais; dizem respeito à sua essência, ao seu “EU” verdadeiro.

Aqui, o exercício será definir seus 10 principais valores com base nas seguintes áreas da vida:

  • Valores individuais: amor, respeito ao próximo, liberdade, dignidade…
  • Valores Espirituais: “a vida é curta, viva o momento”, “a vida tem um propósito”, “a fé é importante para mim”…
  • Qualidades pessoais: paciência, atitude positiva, ser focado, ser dinâmico, ser enérgico, ter opiniões claras e bem definidas…
  • Valores referentes à imagem: ser conhecido, ser amado e bem tratado, popular entre as pessoas em geral, ser uma pessoa forte…
  • Valores referentes ao estilo de vida: ter uma vida ocupada, ter uma vida pacata, ser organizado, ser espontâneo, possuir coisas belas, poupar dinheiro, gastar dinheiro…
  • Valores referentes à atitudes: ser positivo e otimista, ser realista, ser aventureiro e curioso, apreciar o risco, ser cauteloso…

Crenças limitantes:

Ao longo de nossa vida, fomos influenciados positiva e negativamente, pelas pessoas ao nosso entorno, pela cultura, sociedade, família e também pelas situações que experiênciamos em nosso dia a dia. É desta forma que vamos formando nossos modelos mentais e as percepções do mundo, mas que nem sempre correspondem à realidade.

Dessa forma é que nascem as nossas crenças limitantes, que são pensamentos, interpretações que você toma como verdadeiros, mas que no fundo são falsas ou pelo menos não são verdades absolutas. Essas crenças impedem a sua vida de se tornar melhor, de você crescer ou tomar decisões assertivas.

Ou seja, quanto mais somos submetidos a experiências ruins, mais acumulamos uma imagem mental negativa sobre nós mesmos e demais pessoas, e assim, nos limitamos e criamos as crenças. Por exemplo, na infância os pais dizem aos seus filhos que eles são burros e fracos, ou os comparam com outra criança mais inteligente e forte. Muito provavelmente, esta atitude os sabotará e os deixarão mais inseguros em suas ações ao longo da vida.

O exercício aqui é identificar essas crenças limitantes e fazer as seguintes perguntas a fim de eliminá-las:

O que essa crença lhe traz de valor? Quais são os ganhos em acreditar nessa crença? Quais as experiências positivas e negativas vivenciadas com essa crença? Quais estados emocionais positivos e negativos eu tenho com essa crença?

Ao responder esse ciclo, você terá uma surpresa. Entenderá a essência dessa crença e o impacto na sua vida.

Objetivos de Carreira

Trabalhado os três pontos acima, você se encontrará muito mais forte e conhecedor de si mesmo. Este é o momento de estudar as carreiras e analisar seu perfil para entender com quais profissões você se identifica mais. Às vezes, nos identificamos com várias áreas. Nesse caso, separe três e analise dentre elas qual tem mais a ver com todo esse mapeamento de perfil que você fez anteriormente.

Num segundo momento, temos o planejamento do sonho. Agora, analisando esse trabalho o que realmente gosto, quais são meus valores. Pense em como você se vê em sua área profissional daqui a cinco, dez anos. Este é o momento de sonhar grande.

O exercício aqui é fazer uma linha da vida. Pegue uma folha e faça uma linha imaginária, começando hoje e indo até o ano de 2029 (10 anos). Faça, também, uma marcação no meio da linha e registre o ano de 2024 (5 anos).

Agora, faça o seu planejamento de carreira, etapa por etapa, ano a ano. Faça pequenas anotações na linha do tempo com pontos importantes de como deseja estar, em paralelo, faça um plano de ação para a realização desses objetivos. Por exemplo: daqui a cinco anos quero trabalhar como colaborador CLT em uma empresa multinacional. Primeiro passo: preciso entrar na faculdade em meados de 2019 e vou cursar a faculdade de Administração. Segundo passo: fazer um curso de línguas (inglês, espanhol, chinês). Terceiro passo: cadastrar meu currículo em sites de estágio. Quarto passo: selecionar as vagas que são de meu interesse e focar apenas em multinacionais. Quinto passo: começar a escrever sobre minha área de atuação. Último passo: participar de congressos.

Agora é mão na massa, colocar tudo isso em prática. Lembre-se, o segredo é a atitude.

O foco e o treino modelam um verdadeiro campeão.

Maria Pereira

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Gestão de Pessoas e sua estratégia para reter talentos.

Em meio a esse cenário sempre muito competitivo e desafiador aliado à tecnologia que vem como parceira de negocio trazendo processos muito mais precisos e ágeis e que assombra vários postos de trabalhos é nesse mundo que estamos inseridos e é onde setor de Gestão de pessoas das empresas precisa se preocupar em criar estratégias para reter seus talentos, mantendo esses colaboradores sempre em alta performance e sincronizados com os valores e cultura organizacional. Vou falar nesse artigo sobre algumas estratégias que as empresas precisam pensar para não perder mais talentos e que não tem custos extras.

Processo seletivo alinhado a estratégia: um processo seletivo estruturado e com ferramentas de análise comportamental aumenta significativamente a chance de contratação de um talento adequado para o posto desejado. Além de avaliar as competências técnicas e comportamentais do candidato, é importante se preocupar em selecionar perfis que apresentem expectativas que sejam compatíveis com a filosofia e cultura da empresa, garantindo assim um ambiente equilibrado;

Processo de integração/desenvolvimento do profissional: as empresas precisam assegurar que seus novos colaboradores serão acolhidos e inseridos no contexto organizacional de maneira que se sintam seguros, ficando claro qual cargo, tarefas e o lugar que ocuparão na organização, bem como o funcionamento das diretrizes, políticas e processos com os quais estarão envolvidos, é de suma importância que tenha um Gestor que o apoie no processo de desenvolvimento e crescimento dentro da organização;

Plano de carreira/crescimento: é importante que as empresas tenham mapeado todos os cargos e o desenho do organograma e que isso seja compartilhado entre todos, hoje para os mais jovens é impensável entrar em uma empresa e se aposentar depois de 30 ou 40 anos no mesmo cargo. As pessoas querem ser desafiadas, querem experimentar novas áreas de atuação, obter conhecimento em várias áreas mesmo não sendo da sua área de atuação. È importante ter estratégias de crescimento não só verticalmente, mas pensar em crescimento de forma horizontal também, às vezes mudar de área faz mais sentido do que subir um degrau.  

Ter metas bem definidas: ter processos bem definidos é importante para que as tarefas sejam realizadas de maneira eficiente, a forma de se comunicar uma meta deve ser clara e objetiva é importante que todos tenham entendimento sobre ela dessa forma temos eficácia nos resultados esperados pela organização e proporcionando a realização do profissional por atender as demandas e alcançar as metas;

Canal de comunicação eficiente: é importante ter um canal de comunicação aberta com seus colaboradores, à comunicação eficiente proporciona clareza e segurança aos colaboradores, mantendo sempre um clima favorável e seguro; 

Clima organizacional saudável: os gestores de áreas, bem como o RH, deverão conhecer sobre modelos comportamentais a fim de entender os comportamentos de suas equipes durante a execução dos processos. Devem ainda primar, por um ambiente que permita aos integrantes se sentirem pertencentes à empresa, podendo colaborar com sugestões e usar da criatividade para abrir caminhos e oportunidades futuras dentro da organização. É importante que seja uma empresa que tenha coragem de errar e trabalhar isso com suas equipes, por isso a importância da implantação da cultura de feedback constante.

Quando o profissional se sente seguro e o ambiente de trabalho faz sentido na vida dele, ele percebe o desafio como oportunidade de desenvolvimento, tende a se engajar e se fidelizar a organização. Esse comportamento proporciona à empresa capital intelectual que certamente colaborará para seu crescimento e resultados financeiros.

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Inteligência Emocional para Empreender

Empreender não é uma tarefa fácil no Brasil, entretanto, isso não nos impede de prosseguir com o nosso sonho, e é por isso que o Brasil encontra-se entre os 15 países que mais empreendem no mundo.

Começar o próprio negócio não é tarefa fácil mesmo para as pessoas que se preparam para empreender. Na grande maioria das vezes, você foca sua atenção e esforços na prática de como abrir e sustentar sua empresa e colaboradores, e acaba esquecendo-se de pensar no ponto mais importante: olhar para si mesmo e para o seu modelo de liderança.

Quando me refiro ao “olhar para si mesmo”, quero que você observe qual o seu estilo comportamental,qual seu estilo de liderança, quais seus pontos fortes e quais os pontos que precisam ser melhorados, para que você possa, a cada dia, assumir novos desafios, saber delegar e fazer a gestão do seu negocio para que haja o crescimento desejado.

Pensando nesse tema, “Empreender com Inteligência Emocional”, quis chamar a atenção para dois pontos que fazem parte do que chamamos de estrutura da Inteligência Emocional: a autoconsciência e a autogestão. Pontos fundamentais para a base do autodomínio.

Ter consciência sobre nossos estados interiores e conseguir geri-los, nos torna um individuo extraordinário nas nossas relações, na nossa vida e no nosso negócio.

Contudo, como podemos alcançar esse estágio?

Em primeiro lugar, devemos entender nossas emoções, identificar um padrão recorrente de comportamento que nos afeta, e, em quais circunstâncias nos descontrolamos a ponto de tomar uma decisão contraproducente, ou ainda, de perder a razão e abdicar de tudo.

Façamos um exercício. Pegue o último episódio de descontrole ocorrido e reflita sobre ele. Analise a situação como se você estivesse olhando de fora  como se não estivesse envolvido. Analise o que foi dito, analise o ambiente, o comportamento da outra pessoa, e a partir disso, tome consciência do que realmente te abala.

Feita essa análise, determine quais os pontos que te abala e entenda o porque dessa situação te abalar a esse ponto, feito isso pense como você vai se comportar quando essa situação ocorrer novamente. Elabore e trace novas estratégias de comportamento para o caso de episódios similares. Quando isso acontecer, e acontecerá com certeza, você precisa assumir uma postura diferente dessa forma vai obter resultados positivos, e quebrar um ciclo negativo.

Quando você consegue realizar a análise crítica da situação onde houve descontrole, você está exercitando a sua autoconsciência. Quando você entende o que te afeta e consegue agir de forma diferente dentro de uma situação que antes lhe era prejudicial, você está exercitando a autogestão das suas emoções. Diante disso, você está apto a controlar suas emoções e gerenciar melhor seu comportamento e tomando decisões mais assertivas.

Para fechar esse artigo, cito Daniel Goleman, ph. D.: […] o impulso é o veículo da emoção; a semente de todo impulso é um sentimento explodindo para expressar-se em ação. Os que estão à mercê dos impulsos – os que não têm autocontrole – sofrem de uma deficiência moral. A capacidade de controlar os impulsos é à base da força de vontade e do caráter. […]

Maria Pereira

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CARREIRA: Qual a melhor maneira de escolher uma profissão?

Pessoas de todas as idades estão preocupadas com o seu futuro profissional e buscam diferentes caminhos, a procura de ampliarem seus conhecimentos e melhorarem suas chances no mercado de trabalho.
No entanto, em nosso país, os caminhos de formação e qualificação profissional não são lineares e é preciso esforço e dedicação no momento de escolher uma profissão. Investir em capacitação, aperfeiçoamento, especialização e atualização é importante, mas buscar conhecimento e entendimento de como fazer essa escolha é de suma importância.
Estamos em pleno século XXI e vivemos mudanças constantes e velozes, em meio a esse cenário o mercado profissional também sofre alterações: novas profissões são criadas e as tradicionais acabam não sendo mais tão atrativas.

Se você está prestes a fazer vestibular ou deseja mudar de carreira e profissão é importante se atualizar quanto ao mercado e as novas possibilidades.Quando pensamos em futuro pensamos em “inovação” e imediatamente o que passa pela nossa cabeça é algo criativo e que te faz ter uma perspectiva diferente sobre algum ponto específico. No século XXI, algumas das áreas que mais se desenvolvem de acordo com um guia publicado pelo CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola – são as de:

• Tecnologia;
• Comunicação;
• Beleza e Estética;
• Logística;
• Saúde;
• Petróleo e Gás, entre outras.

Hoje, temos uma vasta área de atuação profissional, desde as mais tradicionais que já estão sendo reinventadas com a ajuda da tecnologia e da inteligência artificial, tais como: medicina, engenharia, advocacia e ensino, mas também, as mais inovadoras como: engenharia de reciclagem de dados, aconselhamento de reabilitação para cibercriminosos juvenis, análise de mídias digitais, desenvolvimento de sistemas, “Business Partner” até treinamento de Empatia.

Atualmente, com essa mudança global no cenário das profissões é importante que estejamos preparados no momento da escolha ou da mudança em nossa área profissional, e aqui vão algumas dicas de como se preparar para esse momento, e vou trabalhar com quatro áreas que para mim são a base, o ponto crucial para uma tomada de decisão mais assertiva, não que você não vá errar ou se arrepender no futuro, mas com certeza trabalhar essas áreas vai te deixar muito mais habilidoso, decidido, competitivo e conhecedor de si e terá sucesso na área que escolher:

Autoconhecimento:

Eu costumo dizer que esse é o segredo para o sucesso. Pense nos grandes líderes e empresários, ou em pessoas de sucesso que você admira. Com certeza, se você perguntar quem elas são, o que gostam e o porquê dos seus respectivos êxitos, a resposta estará na ponta da língua.
Nessa minha jornada, como psicóloga, Coach de carreira e gestora de RH, me deparo frequentemente com a dificuldade das pessoas em falarem sobre si. Elas estão conectadas a tudo e a todos, menos a si próprias. E isso é um problema porque perde-se a sua identidade, a sua verdadeira essência. Dito isso, a dica aqui é: conecte a si mesmo, descubra as suas forças e identifique seus pontos de melhorias.
E para ajudar nessa construção de identidade, seguem algumas perguntas que você deve responder:
Quem eu sou? O que gosto de fazer? O que eu faço bem? Quais as coisas que são importantes para mim? O que eu não faria em hipótese alguma? Quais os pontos em mim que me incomodam? O que no meu comportamento preciso mudar?
Siga esse roteiro, responda essas perguntas, desenhe o seu “EU” e em seguida, de coração aberto, sem preconceitos, converse com pessoas da sua confiança e que conheçam você realmente, e que lhe façam as mesmas perguntas. Nesse momento, ouça-as, analise, faça perguntas se necessário para clarificar suas dúvidas e para validar a sua construção inicial. Esse exercício te ajudará a entender se você está sendo congruente, ou seja, se quem você pensa ser é a mesma pessoa no discurso e na prática.
Valores:
Um valor é uma convicção ou atitude que lhe servirá de guia na vida. Todos nós possuímos valores e eles irão de toda forma, dirigir nossa vida. Eles foram construídos ao longo da nossa existência e muitos deles são herdados da família, religião, sociedade. Com o passar dos anos, alguns valores legados por nossa família, por exemplo, não fazem mais sentido, não são mais úteis para nós. Com a maturidade, precisamos mudar e criar nossa própria identidade. Às vezes, precisamos nos manter fiéis aos nossos verdadeiros valores, a nossa essência, visto que, são componentes de uma firme noção de autovalorização. Os seus valores são únicos e pessoais; dizem respeito à sua essência, ao seu “EU” verdadeiro.

Aqui, o exercício será definir seus 10 principais valores com base nas seguintes áreas da vida:

• Valores individuais: amor, respeito ao próximo, liberdade, dignidade…
• Valores Espirituais: “a vida é curta, viva o momento”, “a vida tem um propósito”, “a fé é importante para mim”…
• Qualidades pessoais: paciência, atitude positiva, ser focado, ser dinâmico, ser enérgico, ter opiniões claras e bem definidas…
• Valores referentes à imagem: ser conhecido, ser amado e bem tratado, popular entre as pessoas em geral, ser uma pessoa forte…
• Valores referentes ao estilo de vida: ter uma vida ocupada, ter uma vida pacata, ser organizado, ser espontâneo, possuir coisas belas, poupar dinheiro, gastar dinheiro…
• Valores referentes à atitudes: ser positivo e otimista, ser realista, ser aventureiro e curioso, apreciar o risco, ser cauteloso…

Crenças limitantes:

Ao longo de nossa vida, fomos influenciados positiva e negativamente, pelas pessoas ao nosso entorno, pela cultura, sociedade, família e também pelas situações que experiênciamos em nosso dia a dia. É desta forma que vamos formando nossos modelos mentais e as percepções do mundo, mas que nem sempre correspondem à realidade.
Dessa forma é que nascem as nossas crenças limitantes, que são pensamentos, interpretações que você toma como verdadeiros, mas que no fundo são falsas ou pelo menos não são verdades absolutas. Essas crenças impedem a sua vida de se tornar melhor, de você crescer ou tomar decisões assertivas.
Ou seja, quanto mais somos submetidos a experiências ruins, mais acumulamos uma imagem mental negativa sobre nós mesmos e demais pessoas, e assim, nos limitamos e criamos as crenças. Por exemplo, na infância os pais dizem aos seus filhos que eles são burros e fracos, ou os comparam com outra criança mais inteligente e forte. Muito provavelmente, esta atitude os sabotará e os deixarão mais inseguros em suas ações ao longo da vida.
O exercício aqui é identificar essas crenças limitantes e fazer as seguintes perguntas a fim de eliminá-las:
O que essa crença lhe traz de valor? Quais são os ganhos em acreditar nessa crença? Quais as experiências positivas e negativas vivenciadas com essa crença? Quais estados emocionais positivos e negativos eu tenho com essa crença?
Ao responder esse ciclo, você terá uma surpresa. Entenderá a essência dessa crença e o impacto na sua vida.
Objetivos de Carreira
Trabalhado os três pontos acima, você se encontrará muito mais forte e conhecedor de si mesmo. Este é o momento de estudar as carreiras e analisar seu perfil para entender com quais profissões você se identifica mais. Às vezes, nos identificamos com várias áreas. Nesse caso, separe três e analise dentre elas qual tem mais a ver com todo esse mapeamento de perfil que você fez anteriormente.
Num segundo momento, temos o planejamento do sonho. Agora, analisando esse trabalho o que realmente gosto, quais são meus valores. Pense em como você se vê em sua área profissional daqui a cinco, dez anos. Este é o momento de sonhar grande.
O exercício aqui é fazer uma linha da vida. Pegue uma folha e faça uma linha imaginária, começando hoje e indo até o ano de 2029 (10 anos). Faça, também, uma marcação no meio da linha e registre o ano de 2024 (5 anos).

Agora, faça o seu planejamento de carreira, etapa por etapa, ano a ano. Faça pequenas anotações na linha do tempo com pontos importantes de como deseja estar, em paralelo, faça um plano de ação para a realização desses objetivos. Por exemplo: daqui a cinco anos quero trabalhar como colaborador CLT em uma empresa multinacional. Primeiro passo: preciso entrar na faculdade em meados de 2019 e vou cursar a faculdade de Administração. Segundo passo: fazer um curso de línguas (inglês, espanhol, chinês). Terceiro passo: cadastrar meu currículo em sites de estágio. Quarto passo: selecionar as vagas que são de meu interesse e focar apenas em multinacionais. Quinto passo: começar a escrever sobre minha área de atuação. Último passo: participar de congressos.
Agora é mão na massa, colocar tudo isso em prática. Lembre-se, o segredo é a atitude.
O foco e o treino modelam um verdadeiro campeão.

Maria Pereira

Fonte: tátil_

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Como estruturar um setor de RH estratégico e de resultados.

Invista no recurso mais importante que você tem em sua empresa. Sim, o “Ser Humano”, e verá a transformação no seu negócio. “Recursos Humanos” é investimento e não despesa.

As atribuições dadas ao Departamento de Recursos Humanos (RH) em uma empresa são inúmeras, e, geralmente, demandam uma equipe robusta e o orçamento acaba sendo muito expressivo. É por isso que temos um cenário onde muitas empresas não investem em um setor de RH interno. Sejamos realistas, tudo o que um investidor ou empresário não quer ouvir, quando busca redução nos investimentos, maximização dos lucros, ou quando a economia está passando por turbulências que deixam o mercado instável, é que determinado setor tem um orçamento expressivo e que não lhe traz resultados mensuráveis e palpáveis.

A pergunta de Um Milhão é: Como montar um setor tão importante sem investir muitos recursos e, principalmente, sem perder a qualidade e agregando resultados?

Vamos nos debruçar sobre essa pergunta e resolver esta complicada equação, trazendo soluções inovadoras e tecnológicas para essa área que é extremamente necessária e estratégica dentro de qualquer empresa.

Vamos trazer soluções e dar direcionamentos para que a sua empresa seja capaz de estruturar um setor de Recursos Humanos de qualidade, que lhe traga resultados sem altos investimentos. Contudo, é válido sempre ponderar que cada empresa tem suas peculiaridades, ou seja, o perfil corporativo de sua empresa definirá inconteste a estrutura do RH, o caminho que ele vai percorrer e o resultado que terá.

Primeiro ponto que precisamos considerar é mudar o nosso modelo mental e nos adequar para o momento em que vivemos. Estamos passando por uma transformação digital nunca antes vivida, falamos sobre nanotecnologia, sistemas robotizados e inteligentes, internet das coisas (sistemas integrados entre a internet, as coisas e as pessoas), carros autônomos, inteligência artificial, tudo isso já é factual e com demandas em ascensão.

O modelo de trabalho mudou, nosso processo de produção foi automatizado, temos consultores digitais para ajudar nos atendimentos, fazemos qualquer tipo de pesquisa em segundos ou minutos, temos aplicativos para quase tudo, e, acredite, não iremos andar para trás, e sim para frente.

A velocidade com que as coisas acontecem também mudou. Nós crescemos nos últimos vinte anos o que não conseguimos nos últimos cem. O modelo de aprendizagem tradicional está anacrônico e, concomitantemente, está se construindo um novo modelo de ensino exponencial. Soma-se à todos estes fatores a questão das gerações que mudam cada vez mais rápido, exigindo ainda mais dos gestores.

Dessa forma conseguimos entender o quanto o seu RH é importante e precisa ser estratégico. Ele tem que se preocupar na hora de contratar, desenvolver, motivar e manter pessoas com talento, capazes de gerir este tipo de tecnologia dentro das empresas e ainda trabalhar a questão de engajamento e relacionamento interpessoal entre gerações.

Isso quer dizer que o modelo tradicional de gestão mudou. A relação chefe x empregado desapareceu e, em seu lugar, surgiu o modelo de gestão compartilhada, onde cada pessoa tem um papel importantíssimo dentro da equipe de trabalho, visto que cada um é peça fundamental nesse “tabuleiro de xadrez”, que é o ambiente organizacional. Um não existe sem o outro, cada um entende o seu papel e todos entendem que não se ganha o jogo sozinho, pois o “cheque-mate” deriva do coletivo.

Agora, na prática, vamos pensar em como implantar um RH que nos traga resultados:

  • Recrutamento e seleção estratégicos:

Essa é a porta de entrada para o sucesso ou para o fracasso de sua equipe. A empresa que não sabe quem ela quer contratar, não sabe como contratar, tem prejuízos imensuráveis, ou seja, já entra no jogo perdendo.

Sabemos que o empresário não tem tempo, e nem dinheiro, para jogar fora com erros na hora da contratação ou pós-contratação.

Precisamos dar um passo atrás aqui. Antes de contratar é necessário construir uma base sólida, desenhar todos os cargos existentes e futuros na equipe, sendo que, não pode faltar nessa descrição, além das atividades chaves, quais habilidades a pessoa precisa ter e quais as competências a organização desenhou para esse cargo. Ademais, montar organograma de todos os setores com hierarquia bem definida. Ter claro pacote de benefícios e plano de carreira. Feito isso o responsável pela contratação tem que dominar dinâmicas de entrevistas por competências, conhecimento técnico e ferramentas de perfil comportamental.

  • Saúde Ocupacional X  Qualidade de Vida

Essa área deixou de ser “emissora de laudos”, exames ou NRs a serem seguidas. Precisamos nos adaptar. É claro que tudo isso ainda é válido e existe como base para nos nortear nessa nova caminhada. Quando falamos em qualidade de vida, nós devemos ir além. Precisamos primeiro otimizar a jornada de trabalho, dado que isso é bom para a saúde financeira da empresa (economia em horas extras e outras despesas como água, luz, etc…) e bom para saúde física e psicológica do colaborador.

Se sua equipe está sofrendo com cargas horárias pesadas, reveja o seu fluxograma de trabalho, analise onde está o gargalo. Reveja também o modelo, mude o processo. Inclua neste, tecnologias que aperfeiçoem o tempo de cada processo. Isso agilizará a jornada e deixará seu colaborador com tempo para pensar em inovação e novos processos.

  • Treinamento e desenvolvimento de pessoas e equipes:

Um dos segredos para tornar o setor de Recursos Humanos, e todo o restante da empresa mais eficaz, é consolidar a cultura do treinamento e aprimoramento profissional. Com profissionais mais preparados, a execução dos projetos tende a ocorrer de forma mais assertiva, evitando retrabalhos e insatisfação, tanto internamente (desmotivação dos colaboradores, gerando baixa performance profissional), como externamente (má avaliação dos produtos e serviços oferecidos aos clientes), que acarreta no declínio do faturamento.

Afirmo que não somos apenas um ser técnico, somos complexos. É importante trabalharmos com desenvolvimento pessoal. Nessa seara, acredito em três importantes áreas: autoconhecimento e inteligência emocional, autogestão e a autor responsabilização. Ao longo do meu trabalho, percebi o quanto as pessoas não se conhecem e não sabem o que querem para as suas respectivas vidas e para seus futuros. Se dentro do mundo organizacional não trabalharmos essa tríade, não conseguiremos atingir a alta performance  e resultados que tanto almejamos.

Isso pode ser feito através de treinamentos comportamentais, plano de desenvolvimento individual, análise de perfil comportamental, coaching e outros.

  • Como evitar a alta rotatividade dos funcionários?

Talvez o maior desafio de qualquer equipe de Recursos Humanos seja justamente propor e desenvolver ações que atraiam e retenham talentos, minimizando o turn-over de colaboradores. Para atingir estes objetivos, o RH tem uma gama de ferramentas e estratégias que pode adotar, dependendo do perfil estratégico do setor e dos interesses da organização.

  1. aperfeiçoamento do processo seletivo;
  2. definição de um plano de carreira;
  3. reciclagem constante;
  4. análise de clima organizacional;
  5. política de salários e benefícios;
  6. estímulo à cultura do feedback;
  7. mapeamento dos perfis comportamentais;
  8. avaliação de desempenho;
  9. políticas de bonificação por desempenho.

 Automação de processos manuais.

Este é o ponto chave para montar um excelente setor de Recursos Humanos com investimento moderado. Ao realizar a automação dos principais processos de RH, com o suporte de sistemas e softwares, esse passará a contar com processos de qualidade e padronizados, permitindo que os profissionais do setor direcionem seus esforços para atividades mais estratégicas e inovadoras.

  • Terceirização: uma opção viável para seu negócio.

A terceirização de setores tem sido cada vez mais comum no mercado brasileiro, e uma excelente alternativa para otimizar o trabalho, melhorar a qualidade contando com o know-how da empresa contratada e, principalmente, reduzir os custos internos da organização, uma vez que se elimina uma série de impostos e obrigações, tanto jurídicas, como trabalhistas.

As atividades de contratação, demissão de colaboradores, e mapeamento de perfil comportamental já vem sendo terceirizadas há muito tempo. Existem empresas especializadas no segmento e, por atenderem a diversas organizações, acabam otimizando o investimento em seus processos e barateando o custo para a contratante.

No entanto, o RH é um setor chave das organizações, do qual são demandadas importantes ações que trabalham com a cultura organizacional e o modelo de administração da sua empresa. Ao analisar a possibilidade de terceirizar as rotinas de RH da sua empresa, pondere os prós e contras e tenha em mente que o capital humano é o maior tesouro da sua organização.

Independente do modelo de RH que você escolher implantar na sua empresa é preciso ter profissionais que estejam engajados e alinhados com o sucesso do seu negócio, com a sua história e cultura organizacional.

Maria Pereira

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Papel do formador de Líderes

Para 81% das empresas, o tema liderança aparece em primeiro lugar nos treinamentos considerados prioritários; 84% das organizações contratam treinadores externos como parte de sua estratégia de investimento em T&D.

E por que as empresas investem no Desenvolvimento de seus Líderes?

Por um simples motivo: são os líderes que fazem uma empresa acontecer. É na mão de líderes que se promove a produtividade, a qualidade e o sucesso de uma empresa. Dependendo da atuação do líder, as equipes produzem mais ou menos, o “turnover” cresce ou diminui, a satisfação com o trabalho e com a empresa é maior ou menor (Fonte: Pesquisa ABTD 2014 e 2015).

Começo esse texto deixando uma pergunta: O trabalho de um formador de líderes é mudar o líder?

Muitos Departamentos de Recursos Humanos, ou donos de empresas, contratam um formador de líderes pensando que este será o salvador da pátria, que resolverá todos os problemas de liderança que sua empresa enfrenta.

Infelizmente, nem sempre é assim, e ao longo desse texto vou explicar melhor sobre isso e como é abrangente o nosso papel dentro das organizações.

Os líderes que temos hoje dentro das organizações dizem muito sobre a cultura organizacional das empresas. Esta é desenhada e criada pelas interações com outros e moldada por comportamento de liderança e um conjunto de rotinas, regras e normas que orientam e restringem o comportamento das pessoas dentro da empresa. Cultura é a parte mais profunda e inconsciente de um grupo.

Para entender esse conceito de Cultura basta você observar o discurso dos liderados e analisar o que o seu líder tem fomentado nas equipes. Falarei um pouco da minha experiência como boa ouvinte que sou.

Escuto discursos prontos como: (1) “Eu não sabia que tal tarefa era minha responsabilidade”; (2) “Eu não sabia que tinha que fazer a entrega do produto hoje”; (3) “A entrega não foi feita, mas eu fiz a minha parte. Foi o outro setor que não fez a parte dele”; (4) “Já passou por esse setor vários líderes. Eles nunca ficam mais que um ano e as coisas sempre voltam ao que eram antes”; (5) “Eu faço a minha parte apenas e cumpro minha carga horária”; (6) “Eu faço a minha parte corretamente, mas o outro não muda”.

Passaria várias páginas descrevendo tudo o que eu já ouvi ao longo da minha carreira no mundo organizacional, entretanto, essas frases são as que escuto com mais frequência dos liderados e  dos líderes.

Retomo a minha pergunta inicial. Mudar o líder é o papel do formador de líderes? NÃO. A transformação não ocorre se o líder não estiver disposto a mudar. Eu sempre escuto essa pergunta quando faço o primeiro contato com o cliente. O nosso papel é ajudá-lo a fazer escolhas conscientes e assertivas, para si e para sua equipe, porém, ele pode tomar consciência de que não é o momento de mudar, pois fez uma análise de todos os ângulos e as consequências possíveis, e está maduro para tomar essa decisão. Sim, já vi muitos líderes tomarem essa decisão de forma assertiva e mudar de área.

Para que esse grau de maturidade aconteça, e consigamos promover a mudança dos líderes, é preciso trabalhar num primeiro momento o que eu chamo de quatro autos, ou seja, o seu auto conhecimento, a sua auto liderança, a sua auto gestão e a sua auto responsabilização. Dessa forma, conseguimos promover a mudança de “mindset” desse líder e prepará-lo para atuar com a sua equipe. Esse é um trabalho para o segundo momento do treinamento de líderes.

A mudança vem de dentro para fora. Como formadores de líderes, somos agentes de transformação, mas não temos o poder de mudar o outro. Se isso ocorrer, e este é o nosso objetivo, é porque o líder buscou a mudança. Isto é mérito dele. Costumo dizer que “conhecimento não é nada se não for colocado em prática”. A mudança só acontecerá quando estivermos famintos por ela.

Mas, se nos aprofundarmos um pouco mais nesse assunto, o papel de um formador de líderes começa bem antes do início do treinamento destes. Como especialista é importante entender e conhecer a empresa e suas demandas. Precisamos atentar para as entrelinhas, escutar o que não está sendo dito e perceber o que não está sendo notado pelos seus membros. Ter uma visão sistêmica, entender o impacto da liderança na empresa e na vida das pessoas, perceber as lacunas organizacionais e por fim trabalhar a cultura organizacional. Essas são também responsabilidades de um formador de líderes.

Como vocês viram, a responsabilidade de um formador de líderes é muito grande. Passamos a ser uma referência de liderança, e como tal, nós somos exemplos. Nossos conceitos e crenças sobre liderança influenciam a nossa postura e a condução dos grupos de trabalho. Precisamos estar sempre atentos de que forma vamos influenciar esses líderes, trabalhando sempre para ser uma referência positiva e não o contrário.

Maria Pereira

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Empreender em momentos de diversidade e em meio a crise

Estamos vivendo um momento no Brasil de crise, quem nunca ouviu isso?

Então vamos lá, é crise econômica, crise política, crise nas empresas, aumento do desemprego, crise moral, crise de valores. Acordamos pela manhã com essas informações em nossos noticiários de jornal, na TV, no rádio, no almoço com os amigos e no happy hour da sexta-feira após uma semana de trabalho exaustivo.

Nós somos bombardeados o tempo todo por novos escândalos, novas investigações, novos atentados, novos casos de preconceitos, a desigualdade social ainda e muito grande no mundo assim como a fome.

Fazer as coisas no automático todos os dias, sem um sentido próprio, sem questionar é viver alienado por algumas instâncias da sociedade. Levantamos de manhã, trabalhamos, comemos, reproduzimos, e tudo isso não faz o menor sentido em nossa vida, tudo isso se refere ao modo de pensar que se impõem ao indivíduo sem que ele participe dessa estruturação de vida, como se ele não pudesse escolher.

Isso me remete ao Mito de Sísifo: Que foi condenado pelos deuses a receber um castigo, ele deveria rolar uma enorme pedra morro acima, até o topo. Porém, chegando lá, o esforço despendido o deixaria tão exangue que a pedra se soltaria e rolaria morro abaixo. No dia seguinte, o processo se daria novamente, e assim pela eternidade, como forma de envergonhá-lo pela sua esperteza em querer enganar os deuses e a morte”.

Se nos deixarmos levar por todas essas informações e por esse modelo de levar a vida de forma automática, e bem provável que nós entraremos em crise e abriremos falência emocional, precisamos ter algumas questões em nossa vida muito bem clara e estruturada.

Nós somos seres humanos providos de Inteligência, ou seja, temos a capacidade de compreender e resolver novos problemas e conflitos e de adaptar-se a novas situações promovendo sempre um questionamento até formar nossas próprias opiniões, nossas verdades e nossos objetivos.

A forma que olhamos para nossas vidas faz toda a diferença no resultado, o olhar para vida de um modo positivo e criativo mesmo em momentos de “Crises” é o que nos deixa a frente no momento de fazer escolhas, de tomar decisões, de abrir um negócio ou de mudar a área de atuação do nosso negócio.

Como diz o Mário Sergio Cortella

“Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!” Se você se contenta com o fazer o possível, você é uma pessoa medíocre.

Acredito que no mundo dos negócios não temos tempo para ser medíocres, temos que fazer o melhor independente das adversidades.

O que faz com que você se torne uma pessoa que se destaca no mundo é o esforço que você deposita para traçar e alcançar os seus objetivos é a sua vontade de vencer, seu foco, sua perseverança e paixão pelo que faz. Esses são seus diferenciais na hora de subir ao topo.

O Insucesso pode ocorrer, mas, ele deve ser visto como uma oportunidade para recomeçar e construir uma nova história.

E para inspirar a todos aqui na Revista a Empreendedora, eu trago algumas histórias inspiradoras e reais de empresas que surgiram em momentos de crises.

Na devastada Itália do pós-Segunda Guerra, o cacau havia sumido dos campos. Foi aí que um confeiteiro da região do Piemonte, Pietro Ferrero, resolveu criar um creme mais em conta, feito de avelã, açúcar e somente uma pitada de cacau. Com o sucesso que a receita causou logo no interior italiano, o negócio só cresceu. Primeiro, era recheio de bolo, passou para um creme até virá objeto de desejo pelos loucos por doce. No período de 2013/2014, o Grupo detentor da marca NUTELLA, registrou um faturamento consolidado crescente de 8.4 bilhões de euros.

A procura pelo café no início dos anos 1930 caiu consideravelmente em todo o mundo, prejudicando os produtores do Brasil, que, à época, tinha a maior produção do grão no planeta. Milhões de sacos de café estragado estavam sendo destruídos, até que a Nestlé teve a ideia, a pedido do governo brasileiro, de fazer com o produto o que já fazia com leite: transformar em pó. A intenção era torná-lo mais durável. O lançamento foi em 1938, alcançando rápido sucesso na Europa. Na época, os produtores de café torrado e moído fizeram grande pressão contra o novo produto, mas de nada adiantou. Atualmente, NESCAFÉ é a marca mais valiosa da Nestlé.

A história da LOCALIZA mostra a capacidade de um empreendedor que tem uma visão a longo prazo. Considerada atualmente a maior locadora de automóveis da América Latina, a empresa surgiu em meio à crise do petróleo. Em 1973, José Salim Mattar Junior iniciou o negócio com seis Fuscas, em Belo Horizonte, numa época em que não era aconselhado investimento em automóveis, por conta da explosão do preço dos combustíveis. A estratégia adotada foi de continuar oferecendo um bom serviço, mesmo com as adversidades. Em 1979, na segunda crise do petróleo no Oriente Médio, o empresário, ao invés de segurar o capital, expandiu a marca para Vitória. Em seguida, a empresa chegou às cidades do Nordeste, sempre optando por comprar locadoras de carros locais, pois, além de evitar dificuldades operacionais, herdava frota e cadastro de clientes. A Localiza tem ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo desde 2005 e está presente em 372 cidades de 9 países.

Fonte: a Empreendedora

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Estagnação: Como anda sua carreira profissional?

No mundo corporativo os Gestores têm um papel fundamental no desenvolvimento de suas equipes e na construção de sua trajetória profissional e a manutenção da mesma. É neste perfil profissional que as equipes se espelham e visam seus futuros profissionais.

Os grandes líderes influenciam, inspiram e conseguem atingir suas equipes provocando a transformação, mas para que eles consigam atingir o seu publico alvo eles precisam estar sempre aprendendo, é importante que esse aprendizado seja algo continuo. O mundo corporativo é muito dinâmico, o profissional que não busca o conhecimento não consegue cumprir suas metas nem conduzir suas equipes.

É muito importante saber usar as pessoas observando seus conhecimentos e habilidades (perfil comportamental), compatibilizar as pessoas aos processos de trabalho aproveitando ao máximo seus potenciais.

Atualmente a competitividade exige das organizações uma renovação nos seus estilos de gestão, ou seja, na forma de conduzir as pessoas no trabalho, e por isso é importante o papel do líder. Cada vez mais se fala na mudança de papéis, os gerentes estão dando lugar aos lideres facilitadores e inspiradores.

A estagnação na carreira profissional circula por todas as empresas brasileiras. A maioria dos executivos caminha para fora da trajetória ideal de carreira, muitos iniciam a carreira bem preparados e com o passar dos anos, parte deles começam a render menos e, em muitos casos, para de evoluir como se esperava.

O perfil típico de profissional estagnado é aquele funcionário descontente com o que faz, sem perspectiva de ascensão em médio prazo e que exerce a mesma função há muito tempo, os estagnados não demonstram interesse pela novidade nem por assumir novos desafios.

Profissionais com carreiras estagnadas têm medo e não aceitam transformações, independentemente se elas forem pequenas ou grandes e da idade deles quando elas acontecem.

Seja para evitar uma queda, seja para retomar a rota de crescimento, o profissional precisa se esforçar para obter qualificação e estar disponível para assumir papéis mais difíceis. Quando surge uma oportunidade ela é oferecida para os profissionais que se empenham em cumprir suas tarefas e mostram ser capazes de lidar bem com as mudanças.

Um profissional só consegue desempenhar papéis diferentes se fizer o esforço de estudar assuntos distintos caso contrário, não terá bagagem para exercer as novas habilidades necessárias.

Em uma transição de carreira de um analista para gerente, é exigido que o profissional deixe as capacidades técnicas de lado e use as competências de gestão. Esse é um passo complicado e difícil, mas, que se tiver a atuação de um profissional comprometido, resiliente e disposto a mudar, será muito bem-sucedido.

Um dos principais perigos da estagnação é a demora em perceber que a carreira estancou, a raiz de uma carreira apática é o medo de arriscar. Alguns profissionais não saem do lugar porque têm receio de que uma jogada não dê certo ou não traga os resultados esperados, então, dão sempre os mesmos chutes, pois sabem como será o resultado.

Para se afastar dessa zona de conforto, é preciso planejamento e empenho, promoções na carreira e oportunidades não caem do céu. O importante é saber que se afastar ou sair da zona de estagnação é uma possibilidade. Uma carreira de sucesso é pautada por constantes mudanças, e profissionais bem-sucedidos sabem que para ter movimentações na carreira precisam investir em conhecimento e ter um nível de eficiência acima do que a empresa espera deles.

Quando falamos de mudança pessoal temos que pensar na importância do autoconhecimento, estamos falando do processo de identificação, verificação e revisão interna das crenças, filosofia de vida, vida emocional afetiva, carreira, relacionamentos, metas atingidas, enfim, na necessidade de um mergulho interior para descobrir que precisamos estar sempre expandindo o nível de consciência sobre nós mesmos, para que possamos ser felizes, e utilizar todo o imenso potencial que temos à disposição.

Torna-se cada vez mais importante descobrir e vivenciar o potencial interno, para que possamos perceber que a segurança vem de dentro, emana de nosso sistema de crenças e não deve ser procurado em coisas externas.

Muitas pessoas conseguem fazer grandes mudanças na vida, porem, o principal é darem o primeiro passo rumo a mudança, ou seja, a aceitação de suas dificuldades. Após esse principal passo, vem às fases de enfrentamento e posteriormente o de transformação, para que possa ser efetivada a mudança.

Para que ocorra essa mudança nesses novos lideres, ele precisa buscar novos conhecimentos, e principalmente o autoconhecimento, é importante o desenvolvimento e manutenção do equilíbrio interior, dessa forma fica mais fácil lidar com suas equipes seus liderados.

Tem se falado muito dentro das organizações ao longo do século XX e XXI sobre gestão do conhecimento, capital intelectual, inteligência competitiva, essa é a nova visão da administração de pessoas. Nesse período, o grande fascínio está em compreender o fator humano e gerenciar o seu potencial. A abordagem sobre o conhecimento humano é de interesse das organizações os membros das organizações agregam valor da capacidade de discernimento, da intuição dos interesses, dos valores e crenças, e transformá-las em ações práticas a fim de gerar resultados para as organizações é de suma importância para o mundo corporativo.

O profissional precisa estar preparado para absorver novos conhecimentos e transforma-lo em combustível para fazer funcionar suas equipes e automaticamente sua organização, o processo de mudança envolve o profissional e a organização. O profissional precisa estar aberto para novos conhecimentos e a organização precisa investir na gestão de pessoas, precisa ser uma via de mão dupla, o profissional que não está aberto a mudança ele não evolui se mantendo estagnado, dessa forma será sempre o colega a receber uma promoção ou um novo desafio.

Cada vez mais falamos em mudança de papéis dentro das organizações, sai o papel do executor para surgir o Líder.

Fonte: a Empreendedora

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